8 dicas para a mulher cristã no ambiente online

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Vivemos numa sociedade hiper conectada. A tecnologia é parte integrante do nosso dia a dia, tornando bastante difícil a separação entre virtual e real.  Seja como for, como mulheres cristãs, precisamos estar atentas às oportunidades que se apresentam nesse cenário, bem como ligarmos nossas antenas para não cairmos em armadilhas.

Pensando nisso, separei 8 dicas para a mulher cristã aplicar em seus relacionamentos no mundo virtual:

1. Canal de bençãos

Conheço algumas pessoas que decidiram não participar das redes sociais por medo de pecar. Em Mateus 5:30 aprendemos que é melhor cortar o mal pela raiz antes de nos contaminarmos. Portanto, nesses casos, a decisão de não estar nas redes sociais pode ser sábia. Por outro lado, para os adeptos das novas tecnologias, o ambiente online fornece ferramentas que vão além do entretenimento, podendo ser utilizadas para facilitar o abençoar pessoas. Esteja atenta aos meios de comunicação mais adotados e peça ao Senhor sabedoria para usá-los em favor dos outros.

2. Atenção na admoestação

Se você é usuária de alguma rede social, certamente já flagrou nesse ambiente algum comportamento escandaloso ou contrário às Escrituras. E se for um(a) irmã(o) em Cristo, o que fazer? A Bíblia nos ensina em inúmeros versículos que a admoestação, ou seja, a instrução com a finalidade de corrigir falhas, é uma prática necessária entre os cristãos (Rm 15:14; 1 Co 4:14; Ec 4:13; Pv 13:14; 1 Ts 5:12-14). Antes de realizar contato com a pessoa e admoestá-la, porém, lembre-se de avaliar a si mesma (Mt 7:5) e que a abordagem deve ser feita com humildade (Fp 2:3) e argumentação bíblica – não opinião pessoal (II Tm 3:16).

O ideal é não expor a pessoa publicamente, mas chamá-la em particular e explicar, de maneira amorosa, demonstrando sua genuína preocupação, as razões pelas quais determinado conteúdo é prejudicial ao reino e, muitas vezes,ao próprio autor. Redobre o cuidado com as palavras, principalmente se a admoestação for realizada por escrito. Neste caso você pode, por exemplo, iniciar o contato online e conduzi-lo para um papo por telefone ou pessoalmente, sempre que possível. Dessa forma, há menos riscos de ruídos no processo de comunicação, a última coisa que desejamos num processo já delicado como a admoestação.

E não custa lembrar: triplique o cuidado se você tem pouca ou nenhuma intimidade com a pessoa que você se propõe a ajudar.

3. Você é o que você compartilha?

Para muitos, o ambiente online passa a falsa sensação de que se trata de um mundo paralelo, local onde a vida pode ter um jeito diferente. No entanto, o mundo virtual é feito de pessoas reais que nos observam e são influenciadas por nosso comportamento. Lá em I Co 10:23, Paulo nos adverte que podemos fazer qualquer coisa mas nem tudo convém. Sendo assim, conhecendo as pessoas que fazem parte da sua rede e que poderão visualizar seu conteúdo, se algo tiver potencial para ser pedra de tropeço na vida de alguém (Mt 18:7), é melhor não compartilhar. Lembre-se: até o tolo, quando fica quieto, se passa por sábio (Pv 17:28). 😉

4. Qual a minha motivação?

Já ouvi sobre viciados em “likes”. Também já li muitas indiretas na rede. Cada pessoa tem uma motivação, consciente ou não, na hora de compartilhar alguma coisa. Pode ser um desejo de ajudar alguém, como também o desejo de prejudicar. Fazer check in num determinado lugar, marcar alguém num post, ou lançar uma frase misteriosa podem ser indício de um coração que precisa ser tratado. Reflita sobre suas reais motivações com determinado comentário ou compartilhamento. A forma escolhida é a melhor para alcançar determinado objetivo? E mais do que isso: trata-se de um objetivo legítimo, que glorifique a Deus e/ou melhore seu relacionamento com as pessoas, ou de um objetivo egoísta e que não solucionará o real problema?

5. Atenção com os ladrões do seu tempo

Para dizer que estamos online, muitas vezes utilizamos o termo “conectados”. Conexão pressupõe ligar uma coisa a outra, que se liga a outra e por aí vai. É assim que funciona a Internet e as redes. E é justamente essa característica que fornece um potencial imenso pra fazer a gente se enrolar e perder tempo. Quer ver? Quem nunca acessou a Internet com um determinado objetivo e, alguns minutos depois de ficar navegando, se esqueceu o que precisava fazer? Pois bem, fique atenta com isso, pois tempo desperdiçado não volta – e na maioria das vezes você poderia tê-lo aproveitado melhor.

6. Verifique as fontes antes de encaminhar

Irmãs, não sei vocês, mas eu estou cansada de receber virais falsos. Caso não saiba o que é um viral trata-se de um conteúdo, seja escrito, foto ou vídeo, com teor altamente relevante para a sociedade ou apelo emocional que leva o leitor a compartilhá-lo com as pessoas. O problema é que, assim como acontece no mundo real, muitos desses conteúdos virtuais não passam de especulações, fofocas, injúrias ou difamações. Portanto, sejamos mulheres prudentes: antes de encaminhar, dê um simples “Google” e selecione resultados de fontes oficiais como associações, órgãos públicos e imprensa, ou consulte as possíveis fontes para atestar a veracidade. Na dúvida, não compartilhe, pois em vez de ajudar você poderá prejudicar pessoas.

7. Invejinha gospel? Tô fora!

A amiga está de férias naquele destino maravilhoso que você nunca teve grana pra visitar. A outra acaba de mudar de emprego. A outra, mudou o status de relacionamento! E aí vem aquele pensamento em milésimos de segundos: porque não eu?

Mulheres, cuidado com o descontentamento pelo que os outros postam. Deus conhece cada uma de nós e sabe exatamente o que precisamos, antes mesmo de pedirmos (Mt 6:8). O Senhor tem um plano particular para cada uma de nós, e no tempo dEle as coisas acontecem para o nosso bem. Sendo assim, repreenda em oração qualquer indício de comparação, inveja e cobiça. Lembre-se: devemos chorar com os que choram, mas também nos alegrar com os que se alegram (Rm 12:15)! 😀

8. Sensualidade nas fotos e comentários

Parece que no ambiente virtual as pessoas tomam um chá de coragem. Muitos se transformam e encontram na falta de olho no olho a oportunidade para dizer ou fazer aquilo que não teriam coragem pessoalmente. Se a palavra falada não volta, imagine então a escrita, registrada, documentada… Sendo assim, cuidado com o compartilhamento de conteúdos com potencial para gerar mal-entendidos. Além disso, não faça fotos de determinados ângulos que privilegiam partes do seu corpo que devem ser preservadas para seu futuro esposo. Os homens são atraídos pelo que vêem e poderão ter que lutar contra os pensamentos gerados a partir do que você postou portanto, zele para não ser uma pedra de tropeço na vida dos seus irmãos em Cristo. Despertar no outro desejos que você não poderá suprir é um pecado chamado defraudação.

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.  Filipenses 4:8


Adaptado de estudo ministrado por Eduardo Monteiro.

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