Capa de livro

*Por Erika Fernanda

Eu não sei vocês mas às vezes  escolho um livro pela capa. Se tiver um bom título, um belo contraste de cores ou uma boa fotografia já é motivo pra eu classificá-lo: “bom,vou levar !”. Se gostei muito da capa, talvez eu considere verificar o autor. Se eu gostar do autor, talvez eu considere verificar quem é o autor. E pronto, estou no caixa. E confesso que a etiquetinha “Best-Seller” já me convenceu muitas vezes. Nessa brincadeira já comprei algumas ‘surpresas’…(rsrs!)

Ainda bem que nem todos pensam como eu. Avaliam bem o conteúdo antes de julgar se o livro é bom. Pedem opinião,leem resenhas, procuram saber. Claro que muitas pessoas já tiveram boas surpresas mas vamos combinar, capa não significa nada! Às vezes. Muitas vezes.

A maioria das vezes eu me comporto como um livro de título bom e conteúdo ruim. Faço de tudo para manter a aparência em dia. E não tô falando de cabelo e maquiagem, não. É bem aqui dentro, no coração. De um lado, uma luta em busca da perfeição moral e ética. De outro lado, meu ego, sendo massageado ao ouvir que o mérito de tanta bondade é todo dele. “Você é tão certinha”; “Nossa, como você é correta”; ”Que pessoa boa”. Deus e eu sabemos que tem coisa errada aí no meio. E muita. A manutenção da área externa não garante o bom funcionamento da área interna. Um editor não pode vender uma capa com uma grande chamada e trocar o conteúdo.

Não há problema em escolher livros por suas capas, desde que o conteúdo do livro seja condizente com seu título. Não há problema em mostrar meu lado bom, fazer coisas boas, mostrar meu lado diferente. Desde que minha vida apresente o mesmo padrão.

Tenho um conteúdo ruim e engano os outros ao ser maltratada por alguém que me fez um mal e finjo ser boa e perdoadora quando, na verdade, desejei o mal em dobro. Minha capa é falsa quando durante o horário de trabalho fico navegando na internet gastando meu tempo com qualquer coisa que não seja trabalho. Assim como nos livros ou qualquer outro produto, o investimento na propaganda não pode justificar meu jeito errado de levar a vida: – Ah! Eu trabalho tanto, a empresa me deve esse tempinho!. “Trabalhai como para o Senhor…”.  – Mas ela me irritou tanto, precisava ouvir umas poucas e boas!. ”Amai seus inimigos.”, tristemente me lembro.

Graças a Deus  que a obra em nossas vidas, na vida do cristão, ainda não está completa. Sempre haverá esperança de um final feliz. Jesus já venceu o mundo. E amiga(o), a Palavra de Deus não é clichê. É preciso FÉ, um entendimento correto, um coração humilde para reconhecer o pecado e obediente para realizar as mudanças necessárias.

Que sejamos belas capas, com conteúdos surpreendentes!


Erika-nova*Erika Fernanda, mais conhecida como Kinha, é Relações Públicas e atua na área de Marketing há mais de 10 anos. Costuma dizer que tem várias listinhas nessa vida, e uma delas se chama “gosto de fazer”. Nela listou: viajar, jogar conversa fora, ensinar crianças, fazer compras, fazer trilhas, contar histórias, ajudar as pessoas… Pausa para dizer que voltar a escrever para ajudar as pessoas é (era) um dos seus objetivos para 2016. 

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