Dicas para não se enrolar com o cartão de crédito

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Os juros nas concessões de crédito subiram em novembro atingindo patamares assustadores, de acordo com dados do Banco Central. Os grandes impulsionadores desse índice são o cheque especial que atingiu o índice de 313% ao ano no mês passado e o rotativo do cartão de crédito, que tem a taxa mais elevada de crédito no país, atingindo a marca de 459,53% ao ano em novembro.
Os números são assustadores e, por isso, a pergunta que fica é: o cartão de crédito e cheque especial são mesmo os vilões das finanças das famílias?

É necessário entender que não é esse o pensamento que se deve ter. Tanto o cartão como o cheque especial são produtos que os bancos oferecem que pode trazer vantagens, se bem utilizados. No entanto, se mal utilizados, podem causar sérios danos à saúde financeira, tornando-se num círculo vicioso.

Como já tratamos aqui no blogue, o desequilíbrio financeiro também causa prejuízos ao bem-estar do indivíduo. Um levantamento realizado com consumidores que têm contas em atraso há mais de 90 dias pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que dívidas em excesso podem ocasionar uma série de problemas emocionais e físicos, como ansiedade, angústia, alterações no apetite, dificuldades no relacionamento pessoal e até para pegar no sono.

A gestão adequada dos recursos que Deus confia a você não apenas contribui para a harmonia pessoal e familiar como também lhe dá o privilégio de ser um cooperador para as coisas do reino. Com o pagamento em dia de suas dívidas e o ajuntamento de economias você pode abençoar missionários e pessoas em meio a necessidades. E se você participa de uma igreja local, nem preciso dizer que é sua responsabilidade contribuir financeiramente com a manutenção de sua igreja e sustento dos pastores, né?

Para ajudar você numa utilização mais responsável e consciente do seu dinheiro no ano que está para nascer, Reinaldo Domingos, educador e terapeuta financeiro, presidente da DSOP Educação Financeira, Abefin e Editora DSOP, preparou algumas orientações bem práticas e interessantes. Confira:

  1. Recomendo que os limites do cartão de crédito e do cheque especial somados não devam ultrapassar 50% do salário ou ganho mensal, o que evitará gastar mais do que se recebe;
  2. Pela grande facilidade de parcelamento no cartão de crédito, a cada dia aumenta mais e mais o endividamento das pessoas. Assim, ao fazer parcelas fixas, é preciso ter consciência que está comprometendo os meses futuros do orçamento mensal;
  3. O erro capital em relação ao cartão é pagar a parcela mínima, já no cheque especial é deixar o pagamento para outros meses, portanto, isso deve ser evitado. As altas taxas de juros cobradas acabam levando a pessoa à inadimplência. Caso não consiga pagar a parcela total, procure outra linha de crédito que possua juros que ultrapassem 2,5% ao mês;
  4. Evite o pagamento de anuidade do cartão e de taxas bancárias. Hoje, é possível encontrar cartões que não cobram nenhuma taxa de manutenção e é possível negociais as taxas das contas bancárias. Também nunca empreste o cartão de crédito à outra pessoa, mesmo que seja conhecida;
  5. Se tiver apenas um ganho mensal, deverá ter apenas um cartão de crédito; caso ganhe semanalmente, poderá ter até três cartões, para os dias 10, 20 e Com isso, poderá comprar seis dias antes do vencimento de cada um deles, ganhando 36 dias para pagamento;
  6. Uma forma educada, financeiramente, de utilizar o cartão é saber aproveitar os benefícios que o cartão de crédito pode oferecer, sejam prêmios ou milhagens;
  7. Caso perca o controle financeiro por causa do cartão de crédito ou cheque especial, é preciso parar e fazer, imediatamente, um diagnóstico financeiro, descobrindo o verdadeiro problema;
  8. Nunca esqueça: o dinheiro do cheque especial não é uma extensão do salário; este valor pertence ao banco e ele que estabelece as regras;
  9. Há bancos que oferecem a possibilidade de uso do limite do cheque especial por 10 dias sem cobrança de juros, basta pesquisar e agir com consciência;
  10. O cartão utilizado sem consciência promove compras por impulso. É preciso ter responsabilidade na hora de consumir; sempre pergunte se realmente precisa disso, se tem dinheiro para comprar e se tem como pagar a fatura total do cartão no seu vencimento;
  11. O valor que se paga de juros mensalmente, mesmo que a princípio não pareça muita coisa, poderia ser utilizado a seu favor,e não contra, realizando sonhos individuais e coletivos da família. Eduque-se financeiramente!

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