Estudo revela perfil dos idosos no mercado de trabalho em São Paulo

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Baixo valor de aposentadoria e nível social impulsionam o idoso para o mercado de trabalho

Como tratamos recentemente aqui no blogue, a população de idosos no Brasil tende a aumentar vertiginosamente. Com o aumento da expectativa de vida e as dificuldades financeiras experimentadas por muitas famílias, os idosos têm assumido um importante papel na renda familiar. E isso não se restringe a seus rendimentos como aposentados ou pensionistas.

Um recente estudo feito com dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego – PED, realizada mensalmente pela Fundação Seade e pelo Dieese desde 1985, na Região Metropolitana de São Paulo, analisou quem são e o que fazem os idosos que atuam no mercado de trabalho no Estado. De acordo com o levantamento, no Estado de São Paulo, em 2015, o grupo etário de 60 anos e mais representava 13,19% da população paulista e estima-se que, em 2030, essa proporção alcance cerca de 20%, com uma expectativa de vida ao nascer de aproximadamente 75,7 anos.

Segundo Maisa Kairalla, médica geriatra formada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do Estado de São Paulo (SBGG-SP), os idosos têm participado ativamente do mercado de trabalho brasileiro e têm sido um importante colaborador na renda familiar. “Com o envelhecimento populacional e a transição demográfica, que promoverá um maior número de idosos em relação aos jovens, esta será uma tendência natural”, afirma.

Dentre os dados que mais chamam a atenção no estudo, está a queda no número de pessoas com 60 anos ou mais que viviam da ajuda de parentes e amigos. Em 2014/2015, esse número chegava a 2%, ante 5,7% apurado em 1986/1987, dado que indica uma crescente independência financeira dos idosos.

A geriatra destaca a importância de se reconhecer a relevância desse público no mercado de trabalho. “O idoso é uma importante ferramenta para o mercado, pois traz experiência e sabedoria. Porém, sua função deve ser adequada para as suas limitações. Não podemos mais nos dias de hoje, no Brasil, ter preconceito do trabalho de idosos e sim saber adequar esta necessidade para nossa realidade. Os idosos devem, e podem, compartilhar funções com os jovens, traduzindo esta interação em um resultado de trabalho equilibrado”, conclui.

 


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