Iluminação: aprenda a usar luz branca e amarela

Iluminar os ambientes de maneira funcional é um dos objetivos do projeto arquitetônico, proporcionado conforto visual e efeitos diferentes para espaços internos e externos. Além da funcionalidade, harmonização e beleza, os projetos de design de interiores vêm cada vez mais apontando para uma crescente preocupação em minimizar impactos ao meio ambiente, apostando em inovações e tecnologias que proporcionam economia de energia elétrica. Nesse contexto, compreender ao menos o básico entre os diferentes tipos e aplicações das lâmpadas é essencial.

‘A tecnologia nos ajudou nesse sentido com o surgimento das lâmpadas LED, e isso também permite que novos desenhos sejam aplicados nas luminárias, que estão cada vez mais finas e fluidas. Assim, vamos encontrar luminárias com pendentes de variados modelos, como nos lustres antigos, com formatos que podem nos remeter até mesmo ao espaço sideral”, diz o arquiteto Glaucio Gonçalves.

O LED veio para ficar, e as cores que vão ditar as tendências para este ano, segundo o especialista, são o cobre, além de tons neutros e clean. Designs limpos também estarão em alta, prevalecendo peças neutras – chamadas “curinga” –, que se encaixam em diferentes projetos. Mas o especialista enfatiza que “continuarão sendo criadas peças exclusivas, que atendam a projetos específicos, tornando as peças personalizadas e com a cara do cliente”. Nestes casos, em geral, o cliente está sendo assessorado por um arquiteto, facilitando a sintonia necessária para a criação dessas peças exclusivas. “O cliente, em geral, sabe o que quer, o projeto já tem uma identidade, e a sintonia flui, facilitando nosso trabalho”, diz.

Quando usar luz fria (branca) e luz quente (amarela)

O especialista destaca, contudo, que muitos clientes chegam à loja com dúvidas, e as mais frequentes estão relacionadas com a cor de lâmpada a ser usada, que tamanho e a quantidade de spots necessária para determinados ambientes. Entre as dicas do arquiteto na hora da compra, ele diz que o usuário deve ficar atento para a diferença entre luz fria (branca) e luz quente (amarela) – a fria remete a local de trabalho, ao despertar, ficar ligado, como escritório, cozinha, lavanderia; e a quente, para ambientes de aconchego, relaxamento, como salas, homes, quartos e varandas. Ele ainda orienta chama a atenção para os produtos antiecológicos, como as lâmpadas fluorescentes (poluentes) e incandescentes (já não se fabrica boa parte mais), que uma hora vão sair totalmente do mercado.

Reciclagem para artigos de iluminação

A empresa Empório Luz, comandada por Bruno Mantovani, que integra o time de fornecedores do arquiteto Glaucio Gonçalves, está desenvolvendo uma linha de produtos produzidos com materiais recicláveis, com a marca ‘Bruno Mantovani Design’, que são fabricados com o reaproveitamento de sobras de caixas de madeira de frutas (uva, morango etc.), que iriam para o lixo, e uma das peças em produção é um abajur ecológico – o modelo já está à venda, e custa R$ 129,00.

Seguindo nessa linha, Bruno destaca, ainda, sua preocupação com a sustentabilidade. “É uma tendência mundial e, aos poucos, o Brasil vem aderindo a conceitos sustentáveis em reformas e construções, a exemplo das chamadas ‘casas inteligentes’, que são projetadas para garantir o reaproveitamento da água de chuva, e aplicação de equipamentos que valorizam a energia solar, entre outras alternativas ecológicas.

Bruno ressalta que “para que essa tendência continue crescendo e ganhando projeção, é fundamental que os clientes tenham a orientação de arquitetos no desenvolvimento de seus projetos, pois esses profissionais conseguem visualizar como será esse sonho e o tempo em que será realizado”. Ele lembra que “quando o cliente chega à loja sem o acompanhamento de um arquiteto, corre o risco de seu projeto não ter uma identidade”. E dá alguns exemplos: tem peças que não podem ser colocadas na varanda, pois venta muito, e não são adequadas. Outro detalhe, para quem tem “mania de limpeza’, são recomendadas peças mais práticas. E mais: se a cliente gosta do estilo clássico, mas seu marido do moderno, vamos buscar uma opção que satisfaça o gosto de ambos. “Para o arquiteto, fica mais fácil detectar essas nuances”, ele explica. Muitos detalhes devem ser observados em um projeto de iluminação, como otimização de espaço, tendência, harmonia, praticidade, identidade da família. “E o resultado final deve fazer com que cada projeto se transforme no melhor lugar do mundo para se morar”, conclui.

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