Ser mãe depois dos 35

Agnes, sua mãe dona Antônia Maud, e as filhas Sofia e Ana; Nicolas e Aleide; Teresinha e Luciana; Rafael e o irmão Benjamim; Elizabeth e Daniel.

Agnes, sua mãe dna Maud, Sofia e Ana; Nicolas e Aleide; Teresinha e Luciana; Rafael e o irmão Benjamim; Elizabeth e Daniel.

No próximo domingo, dia 8 de maio, será celebrado o Dia das Mães. Confiado por Deus à mulher, o papel sublime de trazer ao mundo uma nova vida é desejado por muitas desde a infância, quando reproduziam em suas bonecas o carinho e cuidados recebidos de suas mães e/ou cuidadoras.

Quando crescemos, porém, a vida nos mostra que será preciso adaptar nossas casinhas de brinquedo. Descobrimos que a maioria dos romances que consumimos durante a infância e adolescência através de contos, novelas e filmes não retratam a realidade. Nem sempre as coisas acontecerão no tempo e do jeito que a gente sonhou.

Conheço muitas mulheres cristãs solteiras com mais de 30 anos e que desejam formar uma família. Durante seu período de espera, além de terem de lidar com a pressão social por um casamento, a incerteza sobre sua condição biológica para engravidar mexe com os pensamentos de muitas delas.

Mulheres da Bíblia que eram estéreis, mas foram mães

A Bíblia nos traz diversos exemplos de mulheres que foram mães em condições humanamente impossíveis. Foi assim com Raquel (Gênesis 29:31) e Ana (1 Samuel 1:5), que eram estéreis, mas que pelo poder de Deus conceberam. O que dizer então sobre Sara, mulher de Abraão, e Isabel, mulher de Zacarias, que além de serem estéreis deram à luz em sua velhice (Gênesis 18:11; Lucas 1:36)? Como seria bom se pudéssemos conhecê-las pessoalmente e receber uma injeção de encorajamento por parte de seus testemunhos, não é mesmo?

E hoje, é possível ser mãe depois dos 35?

Conversei com cinco mulheres que viveram a experiência de serem mãe em idade considerada avançada para os nossos dias, como aos 37 e 43 anos. Conheçam os testemunhos encorajadores de Aleide Silva, Agnes Escudeiro, Elizabeth Araújo, Patrícia Stefanello e Teresinha Maria e creia de uma vez por todas que para Deus nada é impossível (Lucas 1:37).


Com quantos anos você teve seu (s) filho (s)?

Aleide

 

Aleide Silva: Tive o Nicolas aos 43 anos, após dois abortos espontâneos, um aos 37 e outro aos 38 anos.

 

Agnes

 

Agnes Escudeiro: Tive minha primeira filha, Ana Carolina, aos 30 anos, e a segunda, Sofia, aos 37 anos.

 

Elizabeth

 

Elizabeth Araújo: Eu tive apenas um filho, Daniel, aos 35 anos.

 

 

PatStefanello

 

Patrícia Stefanello: Meu primeiro filho, Rafael, tive aos 37 anos; o segundo, veio com 41, mas nós o perdemos algum tempo depois, no decorrer da gravidez; e o terceiro, Benjamim, chegou aos 43 anos.

 

Teresinha

 

Teresinha Maria: Aos 37 anos tive minha única filha, Luciana.

 

 


Antes de engravidar, você teve medo de não ter filhos devido à sua idade?

Aleide

 

Aleide Silva: Quando tive o segundo aborto espontâneo fiquei assustada e não queria mais pensar na possibilidade de engravidar.

 

Agnes

 

Agnes Escudeiro: Não tive nenhuma preocupação em engravidar da primeira vez, no entanto, quando engravidei da segunda vez fiquei muito apreensiva pela idade.

 

ElizabethElizabeth Araújo: Na verdade, eu não queria engravidar, apesar da idade já avançada, porque eu cuidava da minha mãe no Hospital Santa Cruz. Ela ficou 10 anos em coma, mas Deus tem os seus propósitos e engravidei sem planejar. Quando meu filho ia completar 6 meses, minha mãe faleceu. Entendi que Deus estava me dando um filho porque ia recolher minha mãe.

 

PatStefanello

 

Patrícia Stefanello: Sim. Nas minhas três experiências de gravidez eu tive medo de não engravidar e de engravidar e perder.

 

Teresinha

 

Teresinha Maria: Nunca tive medo de não engravidar porque quando casei aos 32 anos não planejava ter filhos.

 

 


Como você se sentia?

Aleide

 

Aleide Silva: Eu me sentia esperançosa, apesar das dificuldades.

 

Agnes

Agnes Escudeiro: Como o nascimento da minha segunda filha não foi planejado, chorei muito quando descobri, porém, sendo cristã e confiando nos cuidados do Senhor, entreguei tudo em suas poderosas mãos.

 

 

ElizabethElizabeth Araújo: Eu pensava em ter filhos, na verdade um só, justamente por causa da idade, mas só depois que minha mãe descansasse. Nunca fiquei pensando se poderia ter ou não, pois conhecia algumas mulheres que engravidaram com até mais de 40 e não tiveram problema algum.

 

PatStefanelloPatrícia Stefanello: Na primeira gravidez, não conseguia entender direito o processo de tornar-me mãe, espiritualmente falando. Fiz as coisas da minha maneira e tive grande desgaste emocional. Na segunda, ainda com medo, mas sentia que devia seguir em frente. Na terceira, sentia uma paz sublime, independente do resultado.

 

Teresinha

Teresinha Maria: Tive medo quando percebi que aconteceria naquele momento, cinco anos depois de casada, aos 37. Então, tudo havia mudado, e eu só podia curtir por ter sido abençoada com outra vida.

 

 


Nesse período, como buscou lidar com a situação?

AleideAleide Silva: Tenho casos na família de gravidez de primeiro filho aos 40 anos então, sempre tive esperança de que se fosse da vontade de Deus aconteceria comigo também. Nos quatro anos seguintes ao segundo aborto espontâneo, sempre conversava com o meu marido e principalmente com o Senhor a esse respeito. Então, pedi a Deus que se fosse da vontade dEle que eu fosse mãe, que me tirasse o medo do coração. Logo o medo desapareceu, e meu coração se encheu de paz e esperança.


AgnesAgnes Escudeiro:
Busquei confiar em Deus e também contar com o apoio de meu marido e outros familiares. Tomava remédios controlados e isso me deixou ainda mais temerosa sobre tudo o que poderia acontecer com meu bebê. Sentia-me culpada. Lembro-me quantas vezes chorando, falava com minha filha dentro de minha barriga e procurava lhe transmitir segurança e todo meu amor! Deus é muito bom! Tudo deu certo! A minha linda bebezinha nasceu, de parto normal assim como a primeira, e saudável.

Elizabeth

Elizabeth Araújo: Eu não pensava em ter filhos. Fiquei três anos adiando, porque cuidava exclusivamente da minha mãe. Ela ficou totalmente dependente, em coma, e eu tinha muito medo de deixá-la por conta da enfermagem, pois sabia que ela não teria os mesmos cuidados que comigo.

 

PatStefanelloPatrícia Stefanello: Decidi me abrir com meu melhor amigo, Jesus. Contei sobre meu medo de desapontar meu marido, de abrir mão da minha carreira, de faltar dinheiro. Falei tudo mesmo e literalmente pedi ajuda Dele. Não queria levar algo tão importante adiante da forma como eu estava. Ele me fez refletir sobre minhas prioridades, família ou carreira, e também a conversar com meu marido, no sentido de estarmos juntos em tudo, independente da resposta. Marcos e eu resolvemos então aguardar a resposta trabalhando na obra.

Teresinha

Teresinha Maria: Com a confirmação, meu medo era do aborto então o primeiro exame foi crucial para ficar mais tranquila. Ouvir o coraçãozinho dela foi demais.Depois que se passaram os três meses iniciais fiquei bem calma. Tive medo da hora do parto também e lia tudo e conversava com as amigas mães. Então, optei pela cesária, e tudo ocorreu bem melhor do que eu imaginava. Em geral, com o pré-natal e esclarecendo todas as minhas dúvidas tive uma gravidez ótima.

                                        


O que você diria para uma mulher solteira, com mais de 30 anos, e que teme não conseguir ser mãe devido à sua idade?

Aleide

 

Aleide Silva: Coloque diante de Deus os desejos do seu coração e nunca perca a esperança.

 

AgnesAgnes Escudeiro: Sei que até os 36 anos é a data que a ciência avalia como limite pois os óvulos femininos envelhecem também.  Mas aqueles que confiam no Senhor verdadeiramente terão N’Ele todo suporte necessário. Para o Senhor tudo é possível. Devemos estar sempre em sintonia com Ele, ser orientadas e dirigidas por Ele. Para cada uma de nós, Ele tem um plano, e que estejamos atentas a isso. Quando a vontade do Senhor impera em nossas vidas, não devemos desanimar e nem esmorecer. Ele conhece cada pensamento e também o desejo de nossos corações. Falar francamente com Deus, derramar-se diante D’ele irá trazer paz. Confie!

ElizabethElizabeth Araújo: – Creio que se for da vontade de Deus, a mulher vai ser mãe, mesmo que seja estéril, pois milagres acontecem e a vontade de Deus é a que prevalece sempre. Sem contar que a medicina está bem avançada e hoje em dia é muito comum as mulheres optarem por ter filhos bem mais tarde, depois de estabilizadas profissionalmente. Eu diria para uma mulher solteira não se preocupar, porque se estiver nos planos de Deus para a vida dela, ela vai ser mãe, seja com 30, 35, 40, até 45 (quem sabe)?

PatStefanelloPatrícia Stefanello: Procure entender o que Deus requer de vc, qual papel Ele quer que você assuma, e entender que o tempo de espera pode ser uma forma de moldá-la para assumir uma das maiores honras que alguém poderia ter: ser mãe. Não permita, em hipótese alguma, que medos ou temores te conduzam. Há desgaste, perde-se tempo e bênçãos. E por último, não faça seus próprios planos, pois nosso coração se engana. Busque em Deus quais os passos a seguir e aprenda que olhar as coisas sob a perspectiva de Deus é o melhor.

Teresinha

Teresinha Maria: Hoje temos muitas alternativas para uma gravidez mais tardia mas se não acontecer, pense nos bebês que esperam por adoção. Ser mãe não é apenas passar por essa experiência, mas é mudar de vida, viver por outra. O cansaço e o desgaste não se comparam à glória que vivemos quando somos mães.

 

 

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9 comments

  1. Maria Avani.B LSantos says:

    Glória a Deus! por essas mulheres corajosas! que confiaram e esperaram-no Senhor nosso Deus, que tudo pode! e nada é impossível para Ele,. parabéns mamães! Que Deus continue lhs abençoando grandemente!!!

  2. Ana Claudia says:

    Parabéns para essas mamãe lindas e corajosas!
    Em especial Alegre, minha tia que amo tanto é que acompanhei todas as fases em que passou.
    Que Deus abençoe todas vocês.

  3. Ivan Junior says:

    Parabéns a todas essas mães corajosas !
    Um parabéns especial para Tia Aleide!!!!

  4. Marisa Ribeiro Alves says:

    PARABÉNS QUERIDAS, que Deus os abençoe sempre, dando muita sabedoria a cada uma pois AMOR já vimos que tem de sobra.

  5. Vanessa Oliveira says:

    Laine ça va bien!!!! É a Van… Rsrsrsrs… Diretamente de Quebec… Espero que consiga ver esse comentário… J’ai adoré… Principalmente porque além de ainda ter esperança em Deus, que eu terei meus baixinhos, ouvir isso de irmãs tão queridas, foi tremendo… Em especial o depoimento da irmã Patricia… Ela acompanhou um pouco e de perto meu processo de vir pra Quebec, e ela é um exemplo pra mim… J’ai aimé ton blogue… Merci, a bientôt… Gros bisous!!!!

  6. Anônima says:

    Mesmo que ocorra o “milagre” da gravidez em idade avançada, não vejo nada de bonito em se ter um filho com 40 anos ou mais… daí a criança cresce e aos 20 anos, ao invés de viver a fase da juventude de forma saudável, vai ter de cuidar dos pais idosos (não que seja errado cuidar dos pais na velhice). Daí teremos mais um ser humano frustrado que perdeu a melhor fase da vida pra ser pai/mãe dos próprios pais. Parem de glamorizar a triste realidade da mulher cristã que esperou em Deus, mas que infelizmente não foi honrada a tempo por toda a sua espera e fidelidade a Ele.

    • Elaine Martins says:

      Olá, boa noite.
      Agradeço por ter dedicado tempo para registrar seu ponto de vista. A ideia de compartilhar testemunhos de mães que tiveram filhos depois dos 35 não foi glamourizar uma realidade cada vez mais vivida pelas mulheres, cristãs ou não cristãs. Antes, o objetivo foi levar esperança a quem ainda deseja ter filhos em idade considerada mais avançada pela medicina. Acredito que vale ressaltar que nem toda mulher entende a maternidade tardia como uma triste realidade. Pelo contrário, muitas têm postergado a maternidade pelos motivos mais diversos.

      A Bíblia nos fornece inúmeros relatos de como Deus trabalha em meio a situações humanamente adversas com um propósito: revelar Seu poder. Se cremos que Ele é o autor da vida, precisamos confiar que Ele conhece nossas limitações e necessidades e irá supri-las de acordo com seus perfeitos planos. Em Romanos 8:28 lemos a promessa de que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Se amamos a Deus, não há o que temer, apenas confiar que se não recebemos a honra por nossa fidelidade na Terra, receberemos nossos galardões no céu. Medite em Hebreus 11. Que Deus o(a) abençoe grandemente!

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