Multitarefas contribuem para redução da produtividade no trabalho

Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Stanford mostrou que realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo diminui a produtividade dos colaboradores. De acordo com Eva Hirsch Pontes, coach executiva e professora convidada da Fundação Dom Cabral, isso ocorre porque elas impedem um aprofundamento analítico de cada atividade.

Segundo a especialista, os efeitos negativos das multitarefas são prejudiciais em diferentes momentos. Em curto prazo, provocam cansaço e estresse e, em longo prazo, déficit na capacidade de concentração. Isso ocorre devido à sobrecarga mental pela qual passa o indivíduo quando recebe mais informações do que é capaz de administrar.

Desenvolver a capacidade de foco contribui para ser mais produtivo

“A partir do momento em que fazer tudo ao mesmo tempo é uma característica do espírito do nosso tempo, a capacidade de concentração da sociedade diminui. No entanto, saber concentrar-se é uma atitude indispensável e que está atrelada à complexidade de cada tarefa, porque contribui para o seu aprofundamento analítico”, explica a coach executiva e professora.

O problema, explica ela, surge quando mudamos de uma tarefa para outra a todo instante. Um estudo da Universidade de Londres descobriu que o QI pode cair 15 pontos devido às multitarefas, levando os participantes a terem sua capacidade cognitiva equivalente a de uma criança de oito anos. E há riscos de a sociedade atual sofrer com isso. Com o intuito de evitar essa situação, desenvolver a capacidade de foco auxilia a realizar uma tarefa por vez, sem abrir espaço para as interrupções sem importância.

No entanto, é preciso tempo e concentração para atingir um pensamento mais profundo. Se o profissional permanece pausando uma tarefa a todo o momento, interrompe as sinapses (local de contato entre neurônios) que o cérebro vinha fazendo e retarda a sua conclusão.

“Em outras palavras, ele perde a linha de raciocínio e gasta um esforço adicional para voltar ao estado em que estava antes. E é dessa forma que ele perde produtividade”, elucida Eva Hirsch Pontes.

Adquira habilidade para gerenciar as emoções

Segundo Eva, a inteligência emocional está ligada à produtividade. Ela afirma que controlar as emoções pode aumentar a performance. Para isso, o primeiro passo é ter a consciência sobre elas, por meio da observação. Desenvolvê-la é fundamental e as pesquisas comprovam isso. A TalentSmart, por exemplo, testou mais de um milhão de pessoas e descobriu que 90% daqueles que têm os melhores desempenhos têm alto nível de inteligência emocional.

“Com isso em vista, a meditação tende a ser um auxílio de grande importância e que ainda traz o benefício de provocar bem-estar ao indivíduo que a pratica. Construir esse hábito ajuda a entender os pensamentos e como eles se perdem em divagações. Isso porque, com a meditação, é possível alterar esse sentimento de distrair-se facilmente”, explica a coach executiva.

A meditação da atenção plena, conhecida também como mindfulness, desenvolve a capacidade de escolher o ponto para o qual a atenção estará voltada. No trabalho, essa prática contribui para a escolha de qual tarefa deverá ser realizada em um momento específico.

Uma vez desenvolvida essa disciplina, é possível entender as próprias emoções, sabendo dizer quando alguma delas está fora de propósito e o que se deve fazer a partir da sua identificação. Dessa forma, a meditação da atenção plena também possibilita as escolhas de como dosar e dirigir as emoções.

Com informações de Assessoria


Sobre Eva Hirsch Pontes

Primeira Accredited Coach Supervisor da América Latina, Eva HirschPontes faz parte de um grupo seleto de 100 profissionais em todo o mundo certificados pela Coaching Supervision Academy (CSA) para atuar na supervisão de coaches. O curso da instituição inglesa, com selo de aprovação da International Coach Federation (ICF) e credenciamento pelo European Mentoring & Coaching Council (EMCC), é uma referência internacional no treinamento de coaches sêniores que desejam exercer a prática da supervisão, uma exigência no processo de desenvolvimento do coach ainda recente na maioria dos países, mas já bastante consolidada na Europa.

Eva foi também uma das pioneiras no Brasil a receber da ICF a credencial como Professional Certified Coach (PCC) e é coach certificada pelo The Hudson Institute of Santa Barbara, na Califórnia (EUA), além de psicóloga clínica com MBA Marketing pelo Instituto COPPEAD de Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professora convidada do COPPEAD/UFRJ e da Fundação Dom Cabral nas disciplinas de Coaching & Liderança é também coach associada de alguns dos principais centros mundiais de referência em estudos de liderança, como o Center for Creative Leadership e The Ken Blanchard Companies (EUA).

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