Série “ Se essa casa, se essa casa fosse minha…” Episódio II – “Fui morar numa casinha-nha-nha…”

 

Familia_seessacasafosseminha Faça você mesmo

*Por Fabiana Sommerfeld

Olá, Queridonas! Tudo bem?

As últimas semanas têm sido agitadas nesse nosso mundo, não? Vários assuntos em voga, várias discussões sem nexo, várias incertezas, e muitos, muitos medos! Isso tem influenciado a sua rotina? Dependendo do dia, a minha sim…

“Fabi, o que isso tem a ver com essa série sobre cuidados da casa?” Talvez nada, ou talvez muita coisa.

Muitas vezes, os assuntos e a nossa rotina nem sempre são redondinhos. Têm semanas que parece que tudo foge do controle e tudo o que queremos é chegar em casa; quando chegamos, nos deparamos com várias coisas pra fazer…

Lembro-me como fosse hoje o dia em que fui morar sozinha pra valer: 22/05/2009. Eu estava dormindo pela primeira vez na minha casa, no meu canto, no meu espaço, na minha caixinha de fósforo, no meu sonho. Quanta emoção! Mas junto a isso, veio a responsabilidade dos afazeres domésticos.

Durante um bom tempo tive ajuda da minha querida Renata, mas nem sempre foi assim. E mesmo tendo a ajuda de alguém, nossa casa só é “a nossa casa” quando nós a arrumamos do nosso jeito! E aí, vem à tona o primeiro mito, que citei na introdução desta série:

“No dia em que eu tiver a minha casa, tudo será diferente!’ Será que vai mesmo?”

Sinto em informá-las que, no começo, pode até ser que seja, mas não vai demorar pra ajeitarmos as coisas praticamente do mesmo modo que a mamãe faz em casa. Não vai demorar para vermos que se eu não levar o copo sujo para a pia, ele não irá sozinho; se eu não recolher o lixo e pôr na lixeira do prédio, ele não se auto ajuntará e descerá pelo elevador de serviço. Oh, bonita: se você não fizer, ninguém fará!

Por mais que tentemos fazer diferente, nosso parâmetro sempre será nossa casa de origem, e o jeito como as nossas mães fazem, mesmo que o espaço seja minúsculo. São raras as exceções! Claro que existe o nosso gosto pessoal, nossa preferência por cores e estampas, por formatos… mas basicamente vamos fazer aquilo que aprendemos dentro do nosso lar!

Sempre falei para várias amigas que eu recomendo a experiência de morar sozinha, por mais curto que seja o tempo. Aprendemos e crescemos muito nessa fase! E acho que mais do que aprender a cozinhar e testar receitas, meu maior aprendizado e crescimento foi o de buscar sabedoria no Senhor, porque quando moramos sozinha, podemos organizar as nossas tarefas diárias e fazermos tudo o que queremos, como queremos e se quisermos (e é tentador deixarmos isso!) e temos tempo para participar e nos dedicar ao Reino.

Mas do mesmo modo como vimos na semana passada – e veremos na próxima – mesmo morando só, nosso papel de glorificar a Deus em todas as coisas não muda! E se Ele nos permite viver essa experiência de “aprender a caminhar com as próprias pernas” é para cumprir um propósito em nossas vidas e até mesmo nas vidas das pessoas ao nosso redor. Não é bom sermos benção?

Se você já mora sozinha, ou divide um ap com outras moças mas tem o seu cantinho privado, ainda que ele não seja seu por propriedade, cuide dele como se fosse seu! Zele pela limpeza, organização, até reparos, se forem necessários, como se fosse seu, pois de uma certa forma até é.

Se Deus proveu aquele lugar, que sejamos sábias e agradecidas o bastante para darmos um bom testemunho de Cristo, não só em palavras, mas principalmente em ações.

“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”. I Coríntios 10:31 (NVI)


* AdmFabianaSommerfeldinistradora de empresas por formação, cozinheira por vocação, Fabiana Sommerfeld é membro da Igreja Batista Regular no Rio Pequeno, trabalhando como professora auxiliar na classe de Jovens II e como conselheira e discipuladora. É casada com Márcio Alessander

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