Série “Se essa casa, se essa casa fosse minha…” Episódio III – Essa casa agora é minha #SQN

Um pouco da experiência de uma cristã recém-casada sobre como é cuidar de uma casa. Provérbios 14:1: “A mulher sábia edifica a sua casa,..."

*Por Fabiana Sommerfeld

Como diz minha amiga Laine… “Oieeee”!!! rsrsrs

Tudo bem, amadas?

Estamos chegando ao fim das nossas reflexões sobre como cuidar de uma casa. Espero que vocês tenham aproveitado – e, por que não, se divertido – com os dois primeiros conteúdos.

Uma das coisas que eu mais aprendi e resgatei durante a preparação dessa série é o prazer, a alegria e a gratidão por ter um canto para chamar de “meu”, um canto para acolher meus queridos, um canto para crescer, e atualmente, um canto para construir a nossa família!

Márcio e eu completamos um ano de casados na semana passada – como passou rápido!!! – e, nesse tempo, já passamos por duas mudanças de casa. E preciso ser muito sincera: eu odeio fazer mudança…

A última mudança se deu aos quatro meses de casada, mas nessa eu passei a olhar a situação com outros olhos, graças aos conselhos da minha mãe.

“Ai, filha, eu adoro mudança porque sempre tiro um monte de tralhas que não sei nem porque eu guardo”.

Realmente, a limpa foi grande… Eu guardei coisas achando que usaria um dia, guardei coisas quebradas para consertar depois, não me desfiz de outras por apego emocional (na verdade, por idolatria). Sem contar que ainda não havíamos aberto todos os presentes de casamento e alguns ainda estavam a caminho. O Márcio também fez uma limpa grande… muiiiiiiiiiiiito grande!

Voltando ao foco, essa mudança foi muito boa e especial. Estávamos num apartamento pequeno e fomos para uma casa espaçosa, com lugar para guardar tudo, e nos livrarmos, de vez, das muitas caixas esparramadas pela sala. Quando terminamos de esvaziar as caixas, eu pensei: “missão cumprida”.  Engano meu! Era apenas o começo… Conversando com uma das minhas madrinhas de casamento essa semana, ela citou algo que ouço há anos:

Casa é algo sem fim! Você organiza aqui, bagunça lá, muda algo acolá…

Morar com os pais é uma coisa, com colegas é outra, sozinha é bem outra, mas com o marido é beeeeeem diferente mesmo!

Eu estava acostumada a organizar os dias, os utensílios de cozinha, os shampoos no banheiro e a cama de um jeito. O Márcio fazia tudo muito diferente. A partir dessa mudança de casa foi que o nosso casamento começou pra valer. Quanta coisa precisávamos mudar, adaptar e nos moldar! Não foi fácil passar por isso, mas também não foi, nem de longe, aquele “bicho de 7 cabeças” que todo mundo insiste em anunciar quando sabem que tem alguém prestes a se casar!

Amigas, por sermos filhas de Deus, buscarmos a Ele constantemente e buscarmos Nele sabedoria, força e auxílio, Ele nos supre constantemente e todas as dificuldades são superadas com facilidade (ou com menos dificuldade, como quiserem)!

Desde o começo, o Márcio tem me ajudado a cuidar da casa – do jeito dele, mas tem cooperado. Com o tempo, ele tem visto que algumas coisas, por menores que sejam, além de me deixarem feliz, me deixam menos “pilhada”. Em contrapartida, tenho aprendido que nem sempre do meu jeito é melhor, ou é o correto, e que nem tudo que eu aprendi da minha mãe e fazia sozinha vai funcionar nessa nova fase da vida, que nem tudo precisa ser feito e arrumado num dia só. Essa casa agora é minha, mas também é dele. E o que pode ser um conforto pra mim, pode ser um incômodo para ele e vice-versa.

O importante é o casal sempre se entender, buscar o equilíbrio e o bem estar mútuo para o bom andamento da casa, de modo que isso não roube o lugar de Deus dentro do lar. Senão, quando os filhos chegarem, não existirá uma rotina para eles serem inseridos, tudo será feito relaxadamente e debaixo de muito desentendimento.

Não estou dizendo com isso que tudo aquilo que fazemos quando estamos na casa dos pais ou morando sozinhos (e que vimos nas últimas duas semanas) não deva mais ser feito. Agora, mais do que nunca, deve e precisa ser feito, até porque faz parte de uma das muitas promessas que fizemos no altar, de cuidar um do outro. Porém, ceder, respeitar e buscar aprender um com o outro deixa nosso dia a dia mais leve, demonstra amor e harmonia e vai preparando os dois para a chegada dos filhos, dos pets e até das visitas!

Tem coisa mais gostosa que você chegar na casa de uma família (formada ou em construção) e ver que o amor, a compreensão e o cuidado exalam pelo ar? Certamente, um lugar assim é um lugar onde Deus habita e tem transformado corações.

Independente de qual seja seu atual estado civil, casada, solteira, namorando, orando com alguém, que a sua casa seja uma casa que exale o bom perfume de Cristo, que seja um lugar onde todos tenham comunhão, tenham prazer em meditar e aprender mais sobre o nosso Bom Pastor. Que todas nós sejamos benção nas nossas casas e zelemos por elas. Que os frutos do Espírito sejam o cartão de visitas do nosso lar.

“A mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata derruba a sua.”

Provérbios 14:1

Beijos e até a próxima!

Leia também:

Se essa casa, se essa casa fosse minha – Episódio I – Na casa dos pais

Série “ Se essa casa, se essa casa fosse minha…” Episódio II – “Fui morar numa casinha-nha-nha…”


* AdmFabianaSommerfeldinistradora de empresas por formação, cozinheira por vocação, Fabiana Sommerfeld é membro da Igreja Batista Regular no Rio Pequeno, trabalhando como professora auxiliar na classe de Jovens II e como conselheira e discipuladora. É casada com Márcio Alessander.

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