Sobre a vontade de Deus

 

Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; – Mateus 6:10

*Por Sérgio Moura

Quantas vezes, apesar de termos conhecimento da ordem de Jesus para priorizamos a vontade de Deus queremos de verdade que, em certas circunstâncias, prevaleça a nossa vontade?

Como seres humanos, corrompidos e dominados pela nossa velha natureza, cheia de suas próprias vontades e caprichos, acabamos nos tornando cegos para a vontade de Deus e, consequentemente, vítimas de um otimismo pecaminoso que nos conduz a confiar na mentira de que sabemos mais sobre o homem e a vida do que o próprio Deus.

Por isso, precisamos desesperadamente aprender a fazer a Deus essa súplica pois, caso contrário, nossa vida será um emaranhado de desejos e escolhas voluntariosas e rebeldes. Orar pedindo que seja feita a vontade de Deus é muito mais que simplesmente saber se é a vontade de Deus que eu me mude de cidade, de emprego, se devo ou não me casar com determinada pessoa. Orar pedindo que seja feita a vontade de Deus implica na aceitação daquilo que já está revelado na Palavra, uma vez que é nas Escrituras que encontramos o conteúdo ético, moral e espiritual dos propósitos de Deus para a vida e a conduta dos seus servos.

Essa oração coloca em confronto a nossa vontade com a vontade de Deus e o maior exemplo disso foi a oração de Jesus no Getsêmani: “… meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice, sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.” (Mateus 26:42).

Podemos perceber que ao se dispor a fazer a vontade de Deus, Jesus sabia que isso traria sobre si muita dor e sofrimento, porém, foi na vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável, e na obediência do Filho que este mundo pôde experimentar o real e verdadeiro amor, bem como a libertação e salvação para todo aquele que nele crer.

Sendo assim, é por meio da obediência que aprendemos a dizer sim para Deus e não para nós.


*Sérgio Moura é pastor da Igreja Batista Esperança. Conteúdo originalmente publicado no boletim da IBE, ANO XXVII, nº12, 19 de março de 2017.

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