O amor que nos constrange

Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.1 João 4:19

Nas últimas semanas venho trabalhando num ritmo bem mais acelerado. Oportunidades surgindo, clientes batendo na porta e contratações à vista têm um potencial imenso para nos desviar do que é essencial para Deus (vide Marta e Maria lá em Lucas 10:38-42). Por outro lado, momentos assim nos oferecem uma oportunidade ímpar de perceber como Deus mobiliza recursos para que Seus perfeitos planos se realizem, independentemente das circunstâncias.

Como seres integrais precisamos entender que o caráter cristão se revela em todo e qualquer ambiente, do profissional, ao acadêmico, passando pelo familiar e congregacional. Mesmo quando a gente se sente culpado por estar trabalhando muito e não servindo diretamente na obra ou, ainda, não dedicando o tempo que acharia necessário, Deus segue agindo. Ele manda pessoas com problemas para ouvirem uma palavra de consolo lá no seu trabalho; Ele permite situações adversas para que enxerguemos nossas fraquezas no ambiente acadêmico; Ele envia novos trabalhadores para nos cobrir e assim não haver desfalque nos ministérios da igreja… E assim a gente percebe que não é a gente que faz, mas Ele nos dá o privilégio de ser parte.

Quando você ouvir que para servir ao Senhor você precisa, primeiramente, ter o coração disposto, pode acreditar que é verdade. Lá em Salmos 51:17 lemos que o sacrifício para o Senhor é um coração quebrantado. É a partir de um coração humilde e disposto que grandes experiências com Deus acontecem no lugar exato onde devemos estar. É do Senhor que vem tanto o querer como o realizar (Filipenses 2:13) porque nenhum de Seus planos podem ser frustrados (Jó 42:2). 

Com isto não quero dizer que devamos viver nossa vida relaxadamente. Deus nos fez seres pensantes, com capacidade de fazer escolhas. Para isto, nos deixou diversos recursos como a Palavra, o Espírito Santo e a igreja. Antes, quero reforçar que nem sempre as coisas acontecerão como o planejado, e nessas horas, em vez de nos desesperarmos e sermos “bons religiosos” buscando em nossas obras o reconhecimento que é de Deus, precisamos estar sensíveis às oportunidades que podem estar surgindo em relação à nossa santificação e à dos outros. Muitas vezes, é em meio às nossas limitações que o amor de Deus demonstrado através de Sua misericórdia e providência nos constrange.

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