Black Friday e promoções podem colocar seu orçamento em risco

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Vem aí mais uma edição da Black Friday, o maior evento anual de descontos e ofertas. Evento de origem norte-americana, a Black Friday acontece todos os anos após o Thanks Giving (Dia de Ação de Graças). E muita gente já deve estar se preparando para o tão esperado dia da Black Friday 2017 que será na sexta-feira, 24 de novembro.

Como mulheres sábias que buscamos ser, devemos ter em mente a importância de administrarmos adequadamente os bens que Deus nos tem confiado. Desde o melhor aproveitamento dos alimentos ao uso racional de água e eletricidade, precisamos estar atentas para investir nossos recursos de modo que o Senhor se alegre. Afinal, se desperdiçarmos nossos recursos teremos pouco – ou nada – para contribuir com o sustento da nossa igreja e para o envio de missionários, perdendo a oportunidade de ser uma cooperadora para a obra de Deus.

A consultora financeira e de qualidade de vida Suyen Miranda compara a caçada no reino dos animais irracionais semelhante ao que acontece com os indivíduos que compulsivamente compram qualquer coisa por conta do apelo da promoção, principalmente em eventos grandes como Black Friday e Superpromoções. “Mesmo reduções de taxas podem mais atrapalhar do que ajudar no orçamento se não forem bem pensadas”, declara.

Na opinião da consultora, a simples menção à palavra “promoção” faz muita gente se empolgar por compras que a princípio não planejavam fazer. Esse tipo de comportamento ocorre há inúmeras gerações e não é privilégio de brasileiros. “Gosto de lembrar das famosas filas nas lojas de grandes capitais mundiais com gente que chega a passar a noite aguardando o momento da abertura da loja para não perder a grande oferta, seja em Nova Iorque, Paris, Londres, sob sol, chuva ou neve”, ilustra Suyen. Fica a pergunta: de onde surge este encanto da palavra promoção?

Para entender como isso funciona, Suyen Miranda aponta aspectos antropológicos da espécie humana, que ainda preserva o sentido de aproveitar imediatamente tanto alimento quanto recursos de sobrevivência. Isso se transporta para o momento atual em dois descontroles comuns: consumir sem precisar tanto bens quanto alimentos. “É a síndrome do ´só por hoje´, ninguém sabe o dia de amanhã”, exemplifica.

E como lidar com estas ofertas tão tentadoras?

“Ofertas e descontos especiais são excelentes quando atendem ao que precisamos: é a hora de comprar um novo automóvel e as taxas sem IOF compensam; ou ainda aproveitar o desconto na compra de mais itens quando eles são consumidos rapidamente, e a compra tanto do automóvel quanto dos itens a mais não irá tirar dinheiro de outras fontes e compromissos”, explica a consultora. No que se refere a compras parceladas, a oferta precisa ser analisada em detalhes. “Por vezes o desconto só vale quando a compra é à vista, pois os juros no financiamento podem ser mais altos que recomendado”, alerta.

Suyen Miranda lembra que comprar à vista sempre é a melhor opção por ter o mínimo de custo financeiro envolvido e proporcionar desconto. “Mesmo que seja um desconto de 3% já interessa, pois as aplicações financeiras ficam muito abaixo disso”, finaliza a consultora.

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